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Na verdade, as últimas impressões são as que ficam

Personagens fictícias 

 

Assim que entro já me vejo de frente com o homem mais idoso da Residencial Bem Viver. Marcamos às 14h em ponto, e ele está firme, sentado em uma cadeira confortável, todo elegante, perfumado, com o cabelo grisalho que um dia teve a mais viva cor, penteado perfeitamente para trás.

Quando visitamos lugares como esse, asilos, residenciais para idosos, já vamos com uma visão pré-estabelecida. Já temos impressões feitas em nossa mente sem nem ao menos ter ido até o local. Isso é do ser humano.

 

Quando vi Antônio de Andrade, percebi que minha primeira impressão estava errada.

 

— O que esperava encontrar, filho? — Ele me pergunta com aquela voz forte de um homem que já viveu muito e que tem muita experiência para contar. É por isso que estou aqui. E o engraçado é que eu sou o jornalista, mas é Antônio quem começa com as perguntas. — Pode ser sincero comigo. Tava esperando me ver caindo aos pedaços, não é mesmo?

 

O som que soltei do fundo da minha garganta denunciou a minha resposta. Minha risada puxou a dele e rimos os dois ao mesmo tempo. Duas gerações de pessoas juntas no mesmo ambiente, trocando experiências de épocas diferentes. Logo nos serviram um chá quente e aconchegante.

 

— Quer saber porque estou aqui? — Antônio me perguntou cruzando os dedos das mãos um nos outros. Ele me olhava nos olhos, como uma boa entrevista deve ser feita. Entre vistas.

 

— A princípio, não. — Respondi sorrindo. Então expliquei a ele o que minha visita ali significava. Minha missão é escrever uma matéria sobre como os idosos vivem nas casas de repousos. Liguei o gravador e começamos a nossa conversa.

 

Antônio de Andrade me contou coisas que eu jamais pensei que fosse ouvir de quem vive em casas de repouso. Sempre pensei fosse uma coisa controvérsia deixar alguém da família, mas percebi que essa escolha faz toda a diferença na vida saudável dos idosos.

 

Escolhi conversar com Antônio de Andrade pois ele é o idoso mais velho da Residencial Bem Viver. Com os seus noventa e dois anos, ele me contou como viveu feliz e bem ao lado da sua família, e ele me fez entender que com o decorrer dos anos, sua família não estará sempre ali quando você precisar. E esse é o ciclo da vida. Você nasce, cresce, envelhece e morre, e a sua dependência dos outros começa a aumentar conforme a idade vai aumentando também.

 

Ele me contou que a Residencial Bem Viver faz jus ao nome.

 

— Estar em uma casa de repouso não significa que eu estou morto ou sem opções. Muito pelo contrário. Desde quando eu vim para cá, me sinto mais vivo do que nunca e as opções não me faltam. E isso seria diferente se eu estivesse em casa. Entende o que quero dizer, filho? A vida passa, os filhos crescem, e tudo fica um pouco ao contrário. Enquanto o tempo deles encurtece com as milhares de coisas para fazer, o nosso aumenta pela falta do que fazer…

 

“…já fizemos de tudo nessa vida, e envelhecer faz parte e infelizmente não podemos controlar os danos naturais que isso causa em nosso corpo e na nossa saúde. Então minha família decidiu que aqui seria o melhor lugar para eu ficar. E quer saber? Foi a decisão certa. E foi a decisão certa porque aqui…”

 

Ele começa um acesso de tosse seca. Imediatamente uma enfermeira aparece para oferecer ajuda. Sorrio.

 

“… aqui você encontra exatamente isso. Profissionais que estão prontos para cuidar de você, os cuidados individuais que cada um aqui precisa. Temos seis refeições diárias que fazem lembrar da comida da minha avó! Então imagina o quão boa é ela é! Além de ser um ambiente tranquilo, arejado. Olhe em volta…”

 

Então o fiz. Percebi que eu não conduzia mais nenhuma entrevista, estava apenas escutando o que ele tinha para me contar sobre o lugar onde ele vivia. Vivia de verdade, e não apenas repousava descartado. Ele vivia ali. Ele recebia todos os cuidados que tinha que receber. Ele recebia cuidados que a família as vezes não podia dar.

 

— Bom dia, Antônio. Te vejo no nosso banho de sol hoje? — Uma senhora simpática que andava com um enfermeiro ao lado, cumprimentou o meu entrevistado.

 

— Com certeza, dona Aparecida. — Antônio respondeu.

 

 

Eu ainda olhava ao redor e consegui perceber o que ele estava dizendo. O ambiente era mesmo amplo e arejado. Todos os idosos ali estavam fazendo alguma coisa com alguém. Nenhum deles estava sozinho. Cada um deles carregava um sorriso amplo no rosto. E eu entendi que ali eles tinham um convívio social ativo, atenção especial com a saúde, tinham afeto e podiam receber a visita dos familiares quanto quisessem.

 

Então olhando ao redor eu pensei comigo mesmo…” quando envelhecer, quero que minha família pense assim. Quero viver assim”. Percebi várias coisas na minha conversa com Antônio. Uma delas foi que casas de repousos como a Residencial Bem Viver, prezam em proporcionar um ambiente próximo familiar e aconchegante com profissionais que zelam a saúde e o afeto com todos que ali decidem morar, passar o dia ou apenas conhecer.

 

Quando dei por encerrado minha entrevista, já tinha em mente como contar essa história. Antônio de Andrade foi passear na área de recreação com seus colegas, e eu aproveitei para observar mais o ambiente. Cheio de vida e alegria. Percebi que os idosos ali tinham sempre algo para fazer, pois exercitar a mente e manter ativo o corpo são coisas essenciais para eles. E eles encontraram tudo isso na Residencial Bem Viver.

 

Fui embora pensando nisso. Então no dia seguinte eu voltei para conhecer um pouco mais das pessoas que ali escolheram viver. Idosos como Antônio e diferente dele também. Eu encontrei senhores e senhoras com o estado clínico perfeitamente satisfatório, mas que mesmo assim ali estavam. Recebendo os cuidados que eles merecem.

 

Descobri que a senhora Aparecida tem Alzheimer, mas ela sempre se lembra do nome de Antônio e do banho de sol deles. Porque eles fazem isso juntos, todos os dias, e estimulam o convício social ao mesmo tempo em que recebem um pouco da Vitamina D.

 

Percebi então que essa é uma decisão pensada com carinho e responsabilidade. Você vai cuidar de quem cuidou de você a vida inteira. E sentir que seu parente querido está seguro e aconchegado, recebendo toda a atenção, e cuidados necessários que ele precisa, tudo isso em um ambiente de confiança, não é falta de afeto da família, mas sim o extremo dele.

 

E isso não tem preço.

 

Faça como eu. Visite e conheça os benefícios do ambiente aconchegante e familiar do Residencial Bem Viver.

18/12/2018

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